Morre desembargadora Maria Aparecida Caitano, primeira juíza negra da JT catarinense

Desembargadora

Desembargadora em foto publicada no seu perfil do Facebook

A desembargadora aposentada do TRT-SC Maria Aparecida Caitano faleceu na tarde deste sábado (20) aos 75 anos, vítima de câncer, em São Paulo, onde residia. A notícia triste foi transmitida pela presidente do TRT-SC, desembargadora Mari Eleda, em nota de profundo pesar enviada a todos os servidores e magistrados da instituição.

Paranaense de Cambará, a primeira juíza negra da Justiça do Trabalho catarinense graduou-se em Direito pela Universidade de São Paulo (USP), em 1970. Orientada pelo jurista Sérgio Pinto Martins, concluiu mestrado em Direito do Trabalho pela mesma universidade em 2002, com a dissertação “Direito do Trabalho x Direito ao Trabalho: Crise de Desemprego”.

Maria Aparecida Caitano ingressou na magistratura em 1987 no TRT do Pará. Posteriormente, mediante novo concurso, passou a judicar em Santa Catarina em novembro daquele mesmo ano. Antes de ingressar na magistratura exerceu ainda o magistério, a advocacia e, por fim, a função de oficial de justiça na 9ª Vara do Trabalho de São Paulo.

“Dra Cida”, como era carinhosamente conhecida pelos seus pares e servidores, ascendeu ao cargo de desembargadora do TRT-SC em dezembro de 2008, após atuar como juíza convocada por 16 anos. Em seu discurso de posse, fez menção ao fato de ter sido a primeira magistrada negra da Justiça do Trabalho catarinense.

“Espero que isso sirva para estimular outras pessoas com origem social semelhante a minha. Pois com esforço e trabalho, podemos atingir nossos objetivos, acho que a lição é essa”, disse à época a magistrada, filha de uma cozinheira e de um pedreiro. A desembargadora se aposentou em 2014.

O corpo da magistrada foi sepultado no domingo (21), às 16h, no Cemitério Parque dos Pinheiros, no bairro Vila Nova Galvão, em São Paulo. Em Florianópolis, no mesmo dia, os servidores do Gabinete do Desembargador Roberto Basilone, que sucedeu Maria Aparecida Caitano no Tribunal, e pessoas próximas a ela se reuniram na Igreja do Largo São Sebastião a fim de prestarem uma última homenagem, durante a missa das 19h.

Texto: Clayton Wosgrau
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